Sempre que vejo um rio no Brasil, me pergunto por que é que eles tem que ser tão sujos e poluídos. Aqui em Curitiba, a cidade que ficou conhecida no mundo todo como "tendo padrão de vida europeu", por exemplo, todos os rios que cortam a cidade são transportadores de esgoto in natura. Não existe um único ser vivo nos rios curitibanos. As cataratas do Iguaçu, motivo de orgulho nacionalista e admiração mundial, aloja uma favela nas suas nascentes. Fácil de ver a favela. Fica à caminho do nosso aeroporto Affonso Pena. As nascentes do Iguaçu recebem todo e qualquer animal morto além, é claro dos próprios resíduos sólidos e líquidos produzidos por estes seres racionais, que estão no comando deste triste espetáculo de sujeira.
Se eles pagassem impostos, certamente o Instituto Ambiental do Paraná, IBAMA e outros órgãos similares, já teriam entrado com cobrança de multas. Mas, como eles nada tem, nada devem. Quem não paga imposto, não paga multa, logo, não existe.
É melhor, mineiramente, olhar para o outro lado...
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2 comentários:
Na minha opinião não se trata de multá-los e sim de fazer uma política ambiental mais consistente e efetiva. Limpar as nascentes é uma obrigação intelectual do Ibama. Nós população inteligente, deveríamos estar cobrando efetivas atitudes. Pena não termos congresso, tampouco congressistas para tal! Este é o verdeiro nascedoudo das cobranças.
Claro que não se trata de multá-los. Mas, assim como quem paga imposto não pode construir às margens de um rio, por que quem não paga, pode? Política ambiental consciente existe. Mas é um poema que ninguém aplica em quem não paga imposto. Num final de semana áreas ambientais são tomadas, invadidas e a "tal política ambiental" se transforma apenas num pedaço de papel que se joga pela janela, no proprio quintal, onde é o nosso mundo. O mundo de todos nós.
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