quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
PASSAGENS
Todo finalzinho de ano é estressante. Parece um rito de passagem tribal. Paira no ar uma neura de festejar porque a data é festiva e pronto. Tanto foguete, cheiro de pólvora no ar, barulho, gente bebada dirigindo, matando e morrendo. Isso tudo me enche. Por que é que tem que ir prá praia? Quem foi que disse que tem que festejar? Que tem que beber? Que tem que pular 7 ondas? Consegui escapar deste ritual por tres anos seguidos. Este ano me submeto. À Florianópolis, que é linda, mas quê, além de cheia vai me encher. As expectativas são sempre as mesmas: muito dinheiro no bolso, saúde prá dar e vender!! E os dias simplesmente se sucedem. Uns nos trazem o que queremos, outros nem tanto e a vida segue para o seu fim até que nós, pobres mortais, consigamos tomar consciência das nossas proprias limitações. Ou, mais difícil ainda: aceitarmos as nossas próprias limitações. Mesmo assim, continuaremos procurando receitas de felicidade em cada final de ano. Desejo que a nossa inteligência opere no plano do ilimitado e que o sentimento nos leve a este plano. Só o sentimento aponta para além dos objetivos concretos. Com isso, talvez possamos conseguir entender o mundo, o que é uma missão mais coerente com a nossa capacidade humana. Modificá-lo? Não conseguiremos. Entendê-lo é quase aceitá-lo. Mais fácil ser feliz assim. Felicidade a todos. Seja lá isso o que for.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário