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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

MACACOS DE ESTIMAÇÃO

Macacos de estimação
Para a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, a migração crescente de animais silvestres para áreas urbanas, aumentando o risco de doenças tropicais, é provocada por três fatores: o desmatamento, as alterações do ecossistema e o aumento e a proliferação das cidades.
"É claro que o aumento da remoção da cobertura vegetal, as alterações do ecossistema por intervenção humana e o avanço dos assentamentos humanos provocam uma convivência cada vez maior de pessoas com animais, produzindo efeitos e desequilíbrios que não são positivos", disse.
A convivência pacífica entre homens e animais gerou também uma prática condenável: "Uma prática equivocada, por falta de compreensão e de informação, de dar alimento aos animais, criando um processo fora da cadeia de reprodução normal dos animais".
Ela citou como exemplo os macacos, que têm morrido em Goiás e Minas e podem ser vetores da febre amarela: "As pessoas, até bem intencionadas, mas equivocadamente, põem um cacho de bananas no fundo do quintal de casa ou da chácara para os macacos, o que leva a um aumento da migração".
De acordo com o coordenador de fauna e recursos pesqueiros do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Leo Caetano Fernandes da Silva, a retirada de macacos da natureza também contribui com o aumento de animais em áreas urbanas. Muitos, diz ele, acabam soltos dentro das cidades porque dão muito trabalho.
O maior número de macacos na cidade e o grande número de mosquitos Aedes aegypti -transmissores de febre amarela e dengue- podem ter colaborado para o aumento dos casos entre os humanos, ressalta a bióloga Marilda Schuvartz, professora da UFG (Universidade Federal de Goiás).

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