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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

UM SÉCULO DE HIPOCRISIA de Rodrigo Constantino. Visite o texto original no http:rodrigoconstantino.blogspot.com

'É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola...' (Roberto Campos)

Inspirado nesta frase de Roberto Campos, o Rodrigo Constantino faz comentários indiscutíveis sobre Oscar Niemayer e, comungo da mesma opinião. O maior admirador e divulgador do pensamento comunista não doa nada aos pobres, para ajudar na igualdade social. Numa dessas, não paga nem o imposto de renda devido, porque, como é sempre contratado pelo proprio governo (e nunca de graça!) talvez fique tudo por isso mesmo. Em compensação, aquele capitalista do Bill Gates, coberto de egoísmo, doa bilhões de dólares sem olhar a quem... Não posso respeitar alguém como sendo "genial", quando ovaciona o maior matador da América Latina. O mais cruel e sangrento ditador que transformou uma ilha paradisíaca em presídio a céu aberto. Por que Oscar Niemayer não vai morar em Cuba, que ele gosta tanto? Por que não vai fazer suas obras inexpressivas lá? Será que Fidel não lhe pagaria o que ele acha que merece?

2 comentários:

Daniel Cohen disse...

Irene

Na verdade ele é sensacional na plasticidade da obra, entretanto nunca visou os humanos que as habitam. Todas suas realizações sáo fria e distanciadas do calor que aproximam a convivência. Reaprem como tudo que ele faz é frio!
Quanto ao comunista de carteirinha que existe nele, concordo! Esquerdinha festivo, que mora defronte ao mar em um dos pedaços mais valorizados do Rio de Janeiro!, Ora, vá se catar!!!!Assim até eu que sou mais bobinho!

irene disse...

Voce conhece Brasília? Todo mundo fala da obra do ON, mas todo mundo acha Brasília horrivel. Ele pode ter um ou outro monumento que pode ser estético, moderno, mas, como voce disse frio e distante. Não gosto. Nem dele, nem da obra dele. E pronto!